Pages

Mostrando postagens com marcador River Plate. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador River Plate. Mostrar todas as postagens

domingo, junho 26, 2011

"No Llores por Mí"

Jornais argentinos lamentam rebaixamento do River

A partida da tarde desse dia 26 de junho de 2011, no Monumental de Nuñez “não terminou”. Foi encerrada pelo árbitro Sergio Pezzotta, por falta de condições de continuar. Os torcedores do River Plate tinham manifestações diferentes. Alguns choravam, outros brigavam, tentando invadir o gramado.

O jogo de hoje rebaixou Club Atlético River Plate pela primeira vez na história. Um dos maiores times do futebol mundial vai ter amarga experiência de disputar a segunda divisão nacional. Ironicamente, o dia mais triste para o torcedor “millionário” foi no aniversário de 15 anos da conquista do bicampeonato da Libertadores. Diante do América de Cali, em 1996.

O tradicional River Plate, de Alfredo Di Stéfano, Enzo Francescoli, Ubaldo Fillol e de Ángel Labruna. Para os mais novos, de Javier Saviola, Andrés D´Alessandro, Marcello Gallardo e Ariel Ortega.

O River de hoje, da revelação Erik Lamela, talentoso meia, de 19 anos. Que comoveu a todos com as lágrimas que rolavam pelo seu rosto. De Matías Almeyda, experiente volante que depois de rodar ao mundo, voltou para encerrar a carreira no seu clube de coração. Ele que estava presente naquele título da Libertadores em 1996.

O grupo de jogadores rebaixado hoje terá que erguer a cabeça e honrar seus ídolos. Batalhar para voltar ao lugar que é seu por direito.

Resta ao ídolo e presidente do clube, Daniel Passarella, não chorar o rebaixamento. Trabalhar, usar tudo o que aconteceu nessa temporada como lição. Porque a partida que “não terminou” hoje, só terminará daqui a um ano. Com o River Plate de volta a Série A. Os “Millionários” são grandes demais para ficarem longe dela. 

domingo, junho 19, 2011

Nova ordem no futebol argentino

Uma das primeiras lições que eu aprendi no futebol foi que os dois grandes argentinos, na verdade eram gigantes. Aprendi desde cedo a respeitar e até temer Boca Juniors e River Plate. É lógico que o futebol argentino tinha também outros clubes de enorme tradição, mas esses dois sempre foram diferentes.
Como não lembrar da máquina montada pelo Boca Juniors no começo do século XXI? Time que conquistou quatro Libertadores em oito possíveis. Ao longo desses anos passaram por lá nomes como Carlos Tevez, Marcelo Delgado, Martín Palermo, Guillermo Barros Schelotto e Juan Román Riquelme. Time que foi comandado durante a maior parte do tempo pelo lendário Carlos Bianchi.
Aquele Boca Juniors ficou popularizado como “exterminador de brasileiros”. Só em finais derrubou Palmeiras, Santos e Grêmio.  Nos últimos campeonatos o time tem feito campanhas modestas. Ficou apenas na sétima colocação no último Torneio Claurusa. Além disso, tem ficado afastado da Copa Libertadores. Na edição 2012 do torneio, o Boca só participará se vencer o Torneio Apertura.
A situação do rival River Plate é ainda mais desesperadora. O time na nona colocação no Torneio Claurura. Pela média dos últimos campeonatos argentinos, os Milionários terão que jogar a “promoción” contra o Belgrano. Quem sair derrotado desse confronto jogará a segunda divisão argentina na próxima temporada.
Os gigantes times argentinos têm perdido espaço não só para outros clubes tradicionais como Velez Sarsfield e Estudiantes. Mas também para aqueles que são historicamente de um patamar inferior.
Nos resta torcer para que esses gigantes adormecidos se recuperem e voltem aos tempos de glória. Por que o futebol é mais legal com Boca e River. É bem mais divertido ter que enfrentá-lo, ter q vencê-los. O futebol precisa desses dois.