Parece que os ares italianos realmente não fazem bem para o atacante Adriano. Após um período de dez meses acumulando fracassos com a camisa da Roma, o jogador acertou sua rescisão contratual na tarde desta terça-feira e deixou, pela segunda vez, o futebol europeu de forma negativa. Agora, o maior desejo do atacante é voltar ao Brasil. Mais precisamente ao Rio de Janeiro para jogar ao lado de Ronaldinho Gaúcho, no Flamengo. Clube que o revelou e brilhou durante a conquista do Brasileirão 2009.
Apesar da vontade explícita, a reconciliação com o Rubro-Negro carioca não se concretizará facilmente.
Para repatriar o Imperador, a presidente do Fla, Patrícia Amorim, terá que convencer novos investidores financeiros - a folha salarial mensal do clube está na casa dos de R$ 4 milhões. Só o camisa 10 recebe R$ 1,35 milhão - e o técnico Vanderlei Luxemburgo, que não se mostrou empolgado com os rumores da possível contratação.
O treinador teme que o perfil baladeiro e problemático de Adriano contamine alguns de seus principais jogadores (leia-se Ronaldinho Gaúcho) e faça a equipe sair dos trilhos.
Luxemburgo tem razões para se preocupar. Rescindir um contrato de três anos em apenas dez meses com uma grande clube europeu demonstra que o atleta não está empenhado com o futebol.
Retornar à Gávea é ter a certeza de que todas as suas regalias, maluquices e erros extra-campo serão atendidos e perdoados sem punições e com longos cafunés.
Caso o negócio com a equipe carioca não tenha um desfecho positivo, Palmeiras e Corinthians poderão disputar a contratação do jogador. Algo que precisa ser muito bem pensado pelos clubes paulistas, já que as fugas à Vila Cruzeiro não serão raras.
Foto: Márcia Feitosa/Vipcomm

